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Uma esteira é o caminho que um pedido de crédito percorre na sua organização: quais análises rodam, quem decide, que oferta sai e como o contrato é assinado, sempre na mesma ordem e com cada passo registrado.
Resumo: você monta a esteira uma vez, etapa por etapa, e a ativa. Cada rodada dela é uma execução, que segue exatamente a versão da esteira com que começou. A esteira tem três fases: análise, decisão e formalização.
Até pouco tempo, este recurso se chamava Operações e servia para encadear relatórios de sócios, filiais e vínculos. Esse encadeamento continua existindo, agora como a etapa Vínculos. Se você vem do modelo antigo, veja a seção O que mudou para quem usava Operações, no fim desta página.

O que uma esteira faz

Numa esteira só, você combina o que antes pedia planilha, e-mail e retrabalho:

Esteira e execução

São duas coisas diferentes, e a tela separa as duas em abas. Uma esteira analisa sempre o mesmo tipo de documento, CPF ou CNPJ. Você escolhe o tipo ao criar a esteira, e as políticas das etapas precisam ser do mesmo tipo. Para trocar o tipo depois, as políticas das etapas têm que ser trocadas antes: “A esteira não pode passar a analisar CPF: a política “X” da etapa “Y” analisa CNPJ. Troque a política antes.”

As três fases

O diagrama mostra uma ordem possível, não uma esteira obrigatória. A primeira etapa é uma das que rodam só com o documento, a proposta e os dados de entrada: Análise, Checkpoint, Solicitação, Integração ou Enquadramento de produto. Assim a esteira pode começar pedindo o formulário ao cliente, ou escolhendo o produto, antes de qualquer consulta. Todas as outras etapas são opcionais.

Análise

Pede o que falta ao cliente, gera o relatório, aplica as políticas, aprofunda dados, analisa vínculos, escolhe o produto e calcula a faixa pré-aprovada.

Decisão

Consolida o resultado, define a rota de cada desfecho e a oferta, e passa por revisão, Comitê IA e alçada quando você quiser.

Formalização

Só roda com o crédito aprovado. Gera o contrato, colhe as assinaturas e conversa com o BNDES e com o seu sistema.
A formalização nunca reescreve a decisão de crédito. Se o contrato não sai (assinatura recusada, prazo vencido, BNDES rejeitou), a execução continua com o selo da decisão, e o desfecho do contrato fica registrado à parte. Detalhes em Formalização.

Anatomia de uma etapa

Toda etapa tem quatro coisas: A condição olha a última decisão registrada na execução, não só a etapa imediatamente anterior. Quando a condição é falsa, a etapa não roda e isso não conta como reprovação.

Condição por fórmula

Com Personalizada, você escreve uma fórmula no estilo de planilha, por exemplo valor_pedido > 500000 ou produto = "IMOB". A fórmula pode usar:
  • Dados da proposta: produto (o que veio na proposta ou o que o Enquadramento gravou), carteira, tipo, origem, valor_pedido, prazo_pedido, resposta.<campo>.
  • A escolha do cliente na oferta: valor_escolhido, prazo_escolhido, carencia_escolhida.
  • O andamento da execução: decisao ("APROVADO", "ALERTA" ou "REPROVADO") e score.
  • Resultados de etapas anteriores, dados de entrada e as respostas de uma Chamada de API anterior (api.<apelido>).
A fórmula aceita TRUE e FALSE. Uma variável sem valor naquela execução (um documento que não foi coletado, uma resposta em branco, a saída de uma etapa que não rodou) entra como o erro #N/A, como numa planilha, e você pode tratá-la com IFNA ou IFERROR. Em AND, OR e XOR, um argumento com erro faz o resultado inteiro ser erro, em vez de ser ignorado. Se a fórmula não puder ser calculada, a etapa não é pulada: a execução para em erro, com o motivo (“A condição “Roda se” não pôde ser avaliada: …”), para quem configura corrigir a condição e rodar de novo. Na formalização, Contrato, Integração e Fechamento externo param no analista. Condição que calcula e dá falso continua só pulando a etapa. O construtor confere cada fórmula contra as etapas anteriores: uma variável que nenhuma etapa antes traz (um campo de formulário que nenhuma Solicitação anterior pede, a saída de uma etapa que vem depois) ganha o aviso Variável indisponível no cartão da etapa.

Rascunho, Salvar e versões

Editar uma esteira não muda nada na hora. Você trabalha num rascunho: adiciona, move, remove e configura etapas, e a barra Alterações pendentes mostra que há algo a publicar.
1

Edite no rascunho

O rascunho fica guardado no seu navegador enquanto você trabalha. Etapa fora do lugar ganha o aviso Fora de ordem, mas não trava o trabalho.
2

Clique em Salvar

Tudo é gravado de uma vez e nasce uma versão nova, com duas casas decimais (1.00, 1.01, 1.02). A tela confirma com “Esteira salva (versão X.XX).”
3

Consulte e restaure versões

Histórico de versões lista cada versão com data, autor e etapas. Restaurar no rascunho traz uma versão antiga de volta para você revisar e salvar de novo.
Se outra pessoa salvou a mesma esteira depois que você abriu, o Salvar é recusado para não apagar o trabalho dela: “Conflito de versões: a esteira foi alterada depois que você abriu. Descarte e sincronize.” Use Descartar e sincronizar para carregar a versão atual. Uma esteira aceita até 100 etapas.

Execução roda o retrato da versão

Cada execução grava a versão da esteira com que começou e segue aquele retrato até o fim. Salvar a esteira no meio de uma execução não muda o que ela está rodando. É o que permite explicar hoje uma decisão tomada meses atrás.

Ativar e desativar

Uma esteira nasce inativa e só roda depois de ativada. Na ativação a plataforma confere a esteira inteira e recusa com a mensagem do problema. As principais regras:
  • A primeira etapa é uma Análise, um Checkpoint, uma Solicitação, uma Integração ou um Enquadramento de produto, e a primeira consulta gera um relatório (pelo menos o Simples).
  • Aprofundar, Vínculos e Comitê de crédito IA vêm depois de uma Análise.
  • A Pré-aprovação e o Enquadramento de produto vêm antes da Decisão.
  • Toda Solicitação tem modelo, e a Solicitação por vínculo tem uma etapa Vínculos antes.
  • Existe uma Decisão só. Depois dela vêm, nesta ordem, Revisão da oferta antes do Comitê, Comitê de crédito IA, Revisão depois do Comitê e Alçada, e por último a formalização.
  • Fórmulas só usam etapas anteriores: uma fórmula que aponta para uma etapa removida, desativada ou que vem depois é recusada.
  • O Comitê IA exige uma política com Parecer IA antes dele. O Parecer IA é habilitado pela GYRA+.
  • As políticas de uso Esteira recebem, das etapas anteriores, as fontes de que dependem. O construtor mostra o resultado em Conferência das políticas: o que impede a ativação e os avisos (uma fonte que só chega se uma etapa condicional rodar). Veja Política de crédito.
  • A esteira não junta duas fontes para o mesmo dado, como dois bureaus completos ou dois scores (ver Camadas e add-ons).
Com a esteira inativa, você pode salvar etapas fora de ordem e arrumar depois. Com a esteira ativa, o Salvar exige a ordem certa: “A esteira está ativa: arrume as etapas fora de ordem antes de salvar.” Rodar uma esteira inativa é recusado: “A esteira “X” está inativa. Ative a esteira para executá-la.”

Como uma execução começa

Acompanhe o que acontece depois em Execuções.

Quem pode o quê

A esteira faz parte da plataforma de todas as organizações e não tem cadeado. O acesso é por papel: Algumas etapas dependem de módulo contratado: Contrato e assinatura exige Formalização, Aguardar fechamento externo exige Formalização ou o conector do BNDES, os conectores do BNDES exigem o BNDES Online. A Chamada de API está disponível para todos. Veja Módulos e capacidades.

O que mudou para quem usava Operações

No código e na API o nome continua operation (esteira) e operationResult (execução). O webhook de fim de execução continua sendo o do tipo OPERATION.

Próximos passos

Etapas

O catálogo completo, com configuração e comportamento de cada tipo.

Montar uma esteira

Passo a passo no construtor do toolbox.

Decisão, alçada e comitê

Como a esteira chega a uma decisão e a uma oferta.

Execuções

Estados, esperas, rodar de novo e o webhook.